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    Segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005 - 20h09

Anatel corrige densidade telefônica do DF

Embora continue sendo a unidade da Federação com o maior uso proporcional desse meio de comunicação, não existe mais linhas que habitantes, como foi divulgado

Brasília - O Distrito Federal não tem mais linhas de telefones celulares que habitantes, como foi divulgado erroneamente no mês passado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Embora continue sendo a unidade da Federação com o maior uso proporcional desse meio de comunicação, a densidade é de 91,85 linhas para cada cem moradores. O novo dado consta do balanço de janeiro de 2005, divulgado nesta segunda-feira pela Anatel, e que elevou para 66,601 milhões o número de linhas celulares no País, comparadas a 65,605 milhões em dezembro de 2004.

Em São Paulo há 16,906 milhões de linhas, com densidade de 41,85 celulares por habitante. De acordo com a nova estatística, no Distrito Federal existem 2,142 milhões de celulares, em vez dos 2,233 milhões de linhas divulgados em dezembro, que davam uma densidade de 100,01 linhas por habitante.

A Anatel informou nesta segunda-feira que o erro foi cometido pelas operadoras, que estavam computando linhas das cidades do chamado Entorno do DF, que são, na verdade, municípios de Minas Gerais e a Goiás localizados na divisa com a capital federal.

A densidade nacional também caiu em janeiro, embora o número de linhas tenha aumentado em um milhão. Mas neste caso não foi erro, e sim um efeito estatístico. Segundo a Anatel, a densidade é calculada com base nas projeções populacionais divulgadas anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como o número de habitantes foi revisto para cima em janeiro, a densidade teve uma pequena queda, passando de 36,63 linhas por habitantes em dezembro para 36,16 em janeiro. Na divisão por região, a maior densidade foi registrada no Centro-Oeste (52,17%), seguida do Sul (45,78%), do Sudeste (41,66%), do Norte (26,71%) e do Nordeste (21,25%).

José Ramos


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