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Terça-feira, 24 de janeiro de 2006 - 17h41
Venda de duráveis em janeiro ficará bem abaixo de 2005
Na primeira quinzena deste ano, as vendas de duráveis, computadas pelas consultas SCPC, subiram apenas 1,1%. Em dezembro, o crescimento foi de 2,1%.
São Paulo -
As vendas de bens duráveis no comércio de São Paulo em janeiro ficarão bem abaixo do desempenho de 2005. Mesmo com um dia útil a mais este ano, o movimento do mês não se aproximará da alta de 6,8% do mesmo período de 2005, na comparação com o mesmo mês de 2004. Na primeira quinzena deste ano, as vendas de duráveis, computadas pelas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), subiram apenas 1,1%. Em dezembro, o crescimento foi de 2,1%. O economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, afirmou que as vendas de duráveis estão fracas. No fechamento do mês, o crescimento deve ser superior ao da quinzena em função do número maior de dias úteis (27 contra 26, do ano passado), mas a média diária deve continuar baixa. Já as vendas de produtos de menor valor, computadas pelas consultas ao UseCheque, têm desempenho melhor. Na primeira quinzena deste mês, houve aumento de 7,3%. Alfieri explicou que as vendas desses produtos têm sido superiores a de bens duráveis desde novembro do ano passado. Nos primeiros dez meses de 2005, o desempenho foi inverso, com uma comercialização maior de duráveis do que bens mais baratos, tendo com base as consultas feitas ao SCPC e ao UseCheque. Para Alfieri, o forte verão deste ano também prejudica o desempenho do comércio paulista. Os consumidores estão trocando a ida aos shopping centers nos finais de semana por programas ao ar livre, como viagens ao litoral e interior. A Associação Comercial só espera aumento de vendas a partir do 2º trimestre, sendo que o Dia das Mães em maio será um termômetro importante desta possível virada. Alfieri afirmou que essa recuperação dependerá de dois movimentos. De um lado, o comércio espera uma queda mais acentuada da taxa básica de juros (Selic - atualmente em 17,25% ao ano). As vendas deslanchariam com juros no patamar de 15%. Outro condicionante é o nível de inadimplência dos consumidores. Em dezembro, o número de adimplentes superou o de inadimplentes junto ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o que é um fator positivo. A dúvida é se não haverá um repique do número de inadimplentes em fevereiro, como reflexo de compras de Natal.
Rita Tavares
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