Sexta-feira, 23 de dezembro de 2005 - 03h28

Fidel quer que Europa proteste contra muro americano

Havana - Durante discurso ontem, no Parlamento, o presidente cubano, Fidel Castro, advertiu a Europa para que se manifeste contra o muro que os EUA planejam construir na fronteira com o México, para conter a entrada de imigrantes ilegais.

Na semana passada, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que endurece a política de imigração, com a construção de um duplo muro, com mais de 1.100 km de extensão, na fronteira com o México. Além disso, o projeto transforma em delito, passível de punição, a entrada ilegal nesse país.

"Estamos esperando o protesto sobre isso, bem como o protesto real sobre os centros de detenção ilegal, o protesto real pelas torturas que aconteciam nesses centros, pelas escalas que faziam os aviões da CIA (Agência Central de Inteligência)", acrescentou Castro, referindo-se à suposta existência de centros de detenção ilegal americanos em vários países do Leste Europeu, bem como à suposta utilização de nações européias por parte da CIA no transporte ilegal de prisioneiros.

Fidel acusou a Europa de "grande hipocrisia" ao votar em Genebra, na Comissão de Direitos Humanos, contra Cuba por torturas que, segundo ele, "jamais" aconteceram em 46 anos de revolução. As únicas torturas na ilha, de acordo com Fidel, acontecem na "atroz prisão" americana da base de Guantánamo.

EFE

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