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Tranquilidade volta a Quito; novos protestos são anunciados
Quito -
A tranqüilidade retornou a Quito, capital equatoriana, depois dos distúrbios registrados esta madrugada perto do Palácio presidencial de Carondelet, onde a polícia reprimiu um protesto contra o presidente Lucio Gutiérrez.
Cerca de 2.000 manifestantes chegaram à meia-noite às imediações da sede do governo para exigir a renúncia do chefe do Estado, a quem culpam pela crise política que afeta o país. A Cruz Vermelha Equatoriana informou que dezenas de pessoas foram atendidas com sintomas de asfixia, entre eles muitas crianças e idosos. Duzentos policiais, apoiados por militares, mantêm cercados os acessos à residência presidencial, para impedir que os manifestantes cheguem até a Praça da Independência, situada em frente à sede do governo. O protesto terminou por volta das 2 horas (4 horas no horário de Brasília). Os protestos contra o governante equatoriano cresceram em intensidade e paulatinamente se aproximaram à sede da presidência. Os grandes protestos na cidade de Quito exigindo a renúncia do presidente do Equador começaram a se estender a outras regiões e podem começar a abranger todo o país. Milhares de pessoas se reuniram esta noite na avenida Shyris, no centro da capital, para reeditar o "panelaço" da quarta-feira, mas agora sob o nome de "rolaço", porque levavam rolos de papel higiênico. A população de Quito, que se organiza sem a participação de partidos políticos e que usa a freqüência da emissora Rádio La Luna para convocar as concentrações, preparam para este domingo mais uma grande manifestação em frente à sede do Parlamento.Na capital de Azuai, a cidade andina de Cuenca, 442 quilômetros ao sul da capital, a Prefeitura anunciou para amanhã, domingo, o "escovaço", para "limpar o país". O prefeito de Cuenca, Marcelo Cabrera, anunciou que sua cidade apoiará todas as manifestações que forem convocadas em outras jurisdições. Também o prefeito de Guayaquil, Jaime Nebot, do opositor Partido Social Cristão, que até agora permaneceu parcimonioso diante da conjuntura, convocou para a próxima segunda-feira, às 16 horas (18 horas no horário de Brasília), uma mobilização pelas ruas dessa cidade portuária, que é o centro econômico do país. EFE
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