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PONTO DE VISTA PSICOLÓGICO
Período de 31 de dezembro de 2005 a 28 de janeiro 2006
A energia vital, à disposição desde o começo de dezembro, ganha agora uma direção objetiva, estimulando a ambição e as realizações materiais. Somos motivados pelo afã daquilo que julgamos ser nossa obrigação ou destino: desde as obrigações mais simples, às cobranças sociais e materiais a que estaremos particularmente sensíveis, até a exigência de atingimento de metas auto-propostas.
Muito do que ansiamos realizar no momento não se limita ao aspecto material da existência e podemos não perceber isso, ambicionando a realização de metas práticas, conquistas definitivas e associando a realização social/material à nossa auto-estima e à realização do indivíduo que somos (ao menos potencialmente).
As realizações aprovadas socialmente, isto é, vinculadas a diversas formas de status e respeitabilidade perante o mundo, parecem agora realmente importantes. No entanto, atingir esses níveis de aprovação não trará realização pessoal, que é, no fundo, a verdadeira meta buscada. Precisamos desenvolver o sentido de integridade pessoal, que está representada pela qualidade dos nossos atos.
Fazer algo com qualidade (estabelecida através de um critério pessoal) e sem chamar a atenção para nossa performance, é o modo de dar sentido de integridade às ações: atos motivados pelo anseio de desenvolvimento pessoal e não pelo que ambicionamos provar para o mundo. Isto é elaborar um destino próprio, é ter uma atitude íntegra, que reverte numa verdadeira contribuição para a elevação do padrão ao nosso redor.
Caso contrário, continuaremos reclamando da situação externa a nós, do país, do meio social, dos nossos pais, dos parceiros ou de algum azar, como se fossem eles os fatores de limitação (que, se observarmos bem, veremos que se repetem de modo tão semelhante, que deveríamos concluir que eles apenas refletem nossas próprias limitações).
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