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Juro disparou no Natal em lojas e financeiras, aponta BC


Taxa de juros para financiamento (%)
2004  
Dezembro 66,9
2005  
Janeiro 64,5
Fevereiro 63,7
Março 62,4
Abril 57,7
Maio 57,8
Junho 54,1
Julho 54,7
Agosto 53,7
Setembro 59,9
Outubro 59,1
Novembro 56,4
Dezembro 65,2

São Paulo - Comprar a prazo no Natal foi um mau negócio. As taxas de juros para a aquisição de bens (cobrados em lojas, financeiras e outros, exceto para negócios com carros) subiu 9 pontos porcentuais - de 56,4% ao ano em novembro para 65,2%, de acordo com apuração do Banco Central. Em outras modalidades de crédito para pessoa física, as taxas até recuaram, mas considerando-se que elas já estavam em um patamar bem alto, o consumidor gastou bastante apenas com o pagamento de juros.

A taxa média para pessoa física passou de 60,4% em novembro para 59,3% ao ano em dezembro. A taxa de juro no crédito pessoal para pessoa física acompanhou a queda. Passou de 68,7% ao ano cobrado em novembro para 67,3%. No cheque especial, a taxa passou de 149,2% em novembro para 147,5% ao ano em dezembro. Apesar da queda, o juro no Natal de 2005 foi superior ao de 2004, quando o cheque especial cobrava taxa de 144% ao ano. No crédito pessoal, a tendência foi inversa. Em dezembro de 2004, a taxa era maior, de 68,4% ao ano.

O estudo do BC também apontou que as operações de crédito do sistema financeiro fecharam 2005 em 31,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2004, os empréstimos bancários correspondiam a 27% do PIB e estavam em R$ 499,604 bilhões. No passado, o crédito bancário ficou em R$ 606,874 bilhões. O valor, de acordo com o Depec, representa uma expansão acumulada em todo o ano de 2005 de 21,5%. No último mês do ano passado, o crédito experimentou expansão de 2,8%.


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