78,6% dos brasileiros acham que estão bem de saúde
Os homens se consideram mais saudáveis (81%) que as mulheres (76,3%). A população feminina é também a que mais teve atividades prejudicadas ou interrompidas por problemas de saúde. Doze milhões de pessoas tiveram restrições nas atividades, pelo tempo médio de cinco dias. São 6,9% da população brasileira - 7,6% das mulheres e 6,1% dos homens. Somente entre as crianças e os adolescentes a restrição de atividades é maior entre os meninos que as meninas. "Acidentes de todos os tipos afetam mais meninos que meninas. Da idade reprodutiva em diante, as restrições atingem mais as mulheres", diz o pesquisador da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Francisco Viacava, um dos analistas dos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PNAD) referentes à saúde. A legião dos insatisfeitos com a própria saúde soma 6 milhões de pessoas, ou 3,4% da população. Na faixa de mais baixa renda, são 5,3% de insatisfeitos, enquanto na faixa mais alta, apenas 0,8% faz uma auto-avaliação negativa. Moradores das áreas rurais são mais insatisfeitos (4,4%) que os da área urbana (3,2%). A satisfação vai caindo à medida que a idade aumenta. Entre os idosos - pessoas com 65 anos ou mais, na definição do IBGE -, apenas 40,7% disseram ter saúde boa ou muito boa, enquanto os 15% disseram estar com a saúde ruim ou muito ruim.
Os moradores do Sul e do Sudeste se consideram bem mais saudáveis que os das outras regiões. Especialmente os do Rio de Janeiro, onde 82,2% dos habitantes disseram estar bem ou muito bem de saúde e apenas 2,5% escolheram a opção ruim ou muito ruim. Nem mesmo a chuva impediu a atriz circense Emiliana Moraes de participar de um evento de estímulo à atividade física no Centro do Rio nesta quarta-feira. Ela não pensa duas vezes ao dizer que sua saúde é ótima, tanto que optou por ter seu filho em casa, na Glória, zona sul do Rio. "Fiz pré-natal, tudo direitinho. Minha saúde sempre foi tão boa que, aos 37 anos, tive meu filho recentemente no meu quarto, de parto normal", orgulha-se. Para ela, que além de praticar malabares com a amiga Tiele Maciel, de 27 anos, é adepta de atividades físicas ao ar livre, viver no Rio favorece quem quer uma vida saudável. "Você tem tudo que faz bem ao ar livre. Praias e parques, além de serem de graça, ajudam a gente a não se entregar ao sedentarismo. Mas o segredo de ser saudável mesmo é ter bons pensamentos e fazer o bem para os outros", ensina. Leia mais Dinheiro público financia mais da metade da saúde no Brasil 30% dos brasileiros têm alguma doença crônica Adesão aos planos de saúde está estacionada Sem dinheiro, 1 milhão não procuram serviço de saúde 28 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista Sem dentista e sem dinheiro, camelô recorre ao candomblé Luciana Nunes Leal e Alexandre Rodrigues
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