| Álcool: chineses querem conhecer normas da mistura com gasolina
São Paulo, 12 - Os chineses precisam produzir álcool de forma eficiente e com baixo custo por razões ambientais e por isso estão no Brasil para aprender como funciona a mistura de álcool na gasolina brasileira e a tecnologia que envolve o processo. A informação é do chefe da primeira missão oficial chinesa no Brasil para tratar da questão do etanol, Sun Xiaokang, durante visita na sede da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). A missão está preocupada em conhecer a regulamentação e a normatização da mistura de etanol na gasolina. Xiaokang disse que esta não é uma missão que vem buscar etanol brasileiro para importar.
Segundo a diretora de Recursos Naturais, Aneli Dacás Franzmann, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, a missão está no Brasil procurando parcerias que sejam atraentes tanto para o Brasil como para a China, em termos tecnológicos e de comércio exterior.
A China produz álcool de milho em volume menor que sua demanda interna. A produção de álcool combustível é de 1,2 bilhão de litros por ano. Cinco províncias chinesas já adotam a mistura de álcool na gasolina na proporção de 10%. Outras quatro províncias estão fazendo testes em 14 cidades. Xiaokang preferiu não informar qual o volume de álcool que a China pretende produzir ou importar no curto prazo mas disse que o governo trabalha com a expectativa de que até 2008 10% da frota do país esteja utilizando o álcool combustível na mistura da gasolina. Atualmente, a China possui 4 usinas que produzem álcool.
A missão chinesa está visitando as instituições que formam o grupo de trabalho constituído para tratar da questão do etanol por meio de memorando assinado durante a visita do presidente chinês ao Brasil no fim de 2004. Hoje, o grupo visita a Coimex e a Anfavea e depois segue para visitar algumas usinas no interior do Estado.
Eduardo Magossi
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